domingo, 27 de janeiro de 2008

Guitarra e bateria de escola de samba?

Olha só quem eu descobri hj.. achei incrível!



Ebony Bones / Don’t Fart On My Heart - A nova sensação da música inglesa sampleou a guitarra de uma música da banda brasileira Black Future e até uma bateria da escola de samba nesse single de letra abusada.

Oia só: http://br.youtube.com/watch?v=hPc-5o8fBwA

Saiu até como música dessa semana na revista ‘tudo de bom’

Mais em : http://www.myspace.com/ebonybones

130 anos de ação, baby!

Sim. Eu cresci protegida pelas paredes do lar e do colégio, entretida com leituras românticas, ou não, e famosa por ser mais teimosa e briguenta que qualquer outra nessa família de mulheres enigmáticas. Frustrada? Não, não... Acho que tinha de ser assim.

Sou feita do mesmo material pétreo de meus antepassados e, como muitos deles, mantenho os pés fincados no chão embora parte de mim fuja em uma estranha atração pelo abismo dos sonhos.

Talvez por isso tenha tão estranhamente me apaixonado por uns tais JKenses; todos loucos, excêntricos e deliciosos!

A menina que fui, a jovem que sou, a mulher que serei; todas são água do mesmo manancial impetuoso que nem mesmo eu entendo e que me pertence como um segredo.

Se me faltavam subsídios para argumentar sobre meu gênio forte, agora não falta mais nada.
Acabo de ler na revista de domingo do jornal ODIA que brigar, discutir, 'quebrar o pau da barraca' de vez em quando, faria agente viver mais. Para defender essa tese, os pesquisadores usam a velha máxima de que guardar sentimentos ruins, ser impassível, deixar de dizer as coisas que nos incomodam, enfim, causa doenças terríveis.
O que seria de nós sem as inúmeras pesquisas que tentam explicar ou padronizar o comportamento humano? Eu sei que, muitas vezes, elas só confundem nossas cabeças; mas se os pesquisadores gastam horas e riiiiios de dinheiro para tirar essas conclusões, não custa nada ouvir o que eles têm a dizer e decidir o que vamos fazer a respeito.

Pelo que entendi do tal estudo, até nos relacionamentos(amorosos) a coisa funciona. Uma briga aqui, uma lavação de roupa suja ali, uns gritos e portas batendo acolá só servem à longevidade do casal. Então se até os pesquisadores, que passaram 17 anos – isso mesmo, senhores, 17 anos – avaliando 192 casais, dizem que ‘discutir a relação’ faz bem pra saúde do casal, quem sou eu pra discordar? Meu namorado que me aguarde. Não gente, calma! Eu não sou nenhuma descontrolada que sai brigando por qualquer coisa! Por exemplo: discutir um ponto do relacionamento e armar um barraco são coisas bem diferentes, será que os estudiosos botaram tudo no mesmo pacote? Eu, que sou chegada a longas conversas e fujo dos barracos como o diabo da cruz, precisava saber disso para decidir se revejo meus hábitos ou não.

Claro que o perigo de se divulgar essas informações é o uso indiscriminado que se pode fazer delas, e aí mora a irresponsabilidade dos pesquisadores, que saem contando essas coisas pro mundo inteiro sem que o mundo os tenha perguntado, e a minha também que divulga essa ‘budega’ num blog. Aí, isso cai nos ouvidos de gente passional e irracional e daqui a pouco vai ter mulher arrumando briga com o ficante pra ver se vira namoro.

Claro que eu, a princípio, prefiro viver em paz, mas confesso que não me importo nem um pouco de me meter em uma briguinha, não. A vida precisa de doses de adrenalina de vez em quando. E do jeito que ando ultimamente, acho que ninguém terá paciência o suficiente pra me aturar por muito tempo. Na verdade, eu que não consigo ficar presa a alguém por muito tempo, principalmente quando a coisa fica parada demais, enjôo muito rápido. Sou ariana, gosto de ação e menos ‘nhé, nhé, nhé’.

Se discutir e questionar trás longevidade, eu tô feita!
Ah, sim, pretendo viver uns 130 anos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Apaixonados ou dependentes de ocitocina?



Ok! Esqueçamos o romantismo: biologicamente, o amor é um vício como o da cocaína. A diferença é que não existe risco de overdose, já que o hormônio que estimula o amor é produzido por nós mesmos...
O mecanismo responsável pela sensação de ‘quero mais’ no cérebro é o chamado sistema de reconpensa, onde se atribui prazer em certas atitudes, como usar drogas, fazer esportes, AMAR ALGUÉM. Só que ninguém sabe ao certo como isso funciona.

A americana Sue Carter analisou ratos da espécie arganaz-do-campo, que tendem a ter só um parceiro, e concluiu: o que faz os roedores querer sempre a mesma ratinha é o hormônio OCITOCINA. O prazer de estar com sua ‘amada’ provocaria descargas de ocitocina na sistema de recompensa dos ratos, fazendo-os querer mais. Assim como as cobaias, os humanos também possuem receptores de ocitocina e gostam de se apegar a um só parceiro.

Oh! Se a ciência provar que somos iguais aos ratinhos, poderemos ter um remédio para as pessoas com dificuldades em se apaixonar! Seria o fim do romantismo? “Acho que não. Duvido que alguém prefira um spray de ocitocina no nariz a sair pra namorar”, diz a neurocientista Suzana Houzel.
E enquanto não inventam o tal spray, eu continuo a me intupir de chocolate.


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Ah! Já ia me esquecendo.
Corrigindo algumas coisinhas aqui gente..

No post ‘Pagãos no paraíso?’, o quadro que ilustra a reportagem da revista Época é: Cristo Desce ao Limbo, de Timtoreto.

No post ‘Audioslave.’, esqueci de dizer que a Audislave, infelizmente, acabou. Snif..

E antes que perguntem.. o desenho desse post não é de minha autoria.
Arte by Jimmy. Eu só infentei o pavão.. (rsrs)
Blog da criatura? Só clicar: http://www.neonioliquido.blogspot.com/

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Pagãos no paraíso?


reportagem da revista Época, página:35 (09/01/06)

Durante os mais de 20 anos em que o atual papa atuou como presidente da Congregação pela doutrina da Fé, todas as oportunidades de se afirmar que o inferno não é apenas uma metáfora mas o destino de grande parte da humanidade foram prontamente aproveitadas! Ao coordenar a nova versão do Catecismo, ele reforçou também a idéia do purgatório.

Porém, Papa Bento XVI cria comissão de teólogos no fim de dezembro de 2005 para estudar o fim do limbo, moradia das almas não-batizadas.

Pode parecer uma discussão bastante simples, dessas que se vê em qualquer mesa de bar, mas pense... Uma decisão como essa afeta as relações da igreja católica com outras religiões e, sobretudo, com os países mais pobres.

Por muito tempo o Vaticano pregou que os não-batizados iam para o inferno, e ponto. Essa era a posição de Santo Agostinho, no século IV. Mas pelo menos os bebês, concedia os santos, teriam um círculo infernal com sofrimentos menores como destino. Mas era só o que me faltava! Essa concepção contradiz toda a base da igreja católica! Então quer dizer que o ‘Deus misericordioso’ condena um pobre bebê que morre sem ser batizado a passar a eternidade no inferno? Tenha santa paciência, não é?

A idéia do Limbo passou a ser levada em conta no século XII, por São Tomás de Aquino. Para ele, o limbo seria um lugar de ‘felicidade natural’, porém afastado da presença de Deus. A idéia nunca foi oficializada na doutrina da Igreja, mas em 1905 o papa Pio X afirmou textualmente que o limbo EXISTIA e a alma das crianças não-batizadas ESTAVAM LÁ.

Mas para os teólogos, essa idéia sempre foi muito problemática! E para mim também! Afinal, implica que algumas almas, independente de cometer qualquer pecado, não terão a mínima chance de chegar ao paraíso. Por exemplo, um menino índio que nasce e morre na floresta, sem jamais ouvir falar de Jesus, é um cidadão de segunda classe até mesmo no além, porque na melhor das hipóteses chegará ao limbo!
Finalmente, em abril de 2007, a Comissão Teológica Internacional emitiu um documento afirmando que o limbo não passaria de uma hipótese e que nunca foi um dogma, e que Deus, no seu grande amor e misericórdia, assegurará que as crianças não batizadas desfrutem da vida eterna com Ele no céu.

Mas não acaba por aí! Agora, a parte que mais me revolta: o ar folclórico das discusões esconde o efeito da teologia na prática. A Igreja hoje cresce principalmente nas regiões pobres da Ásia e na África, onde a mortalidade infantil é altíssima e onde seria ótimo poder dizer aos fiéis que seus filhos que morreram sem batismo estão no céu – o que sem dúvida é melhor que as outras alternativas – e onde a idéia da obolição do limbo torna-se, então, extremamente conveniente.
A idéia favorece também o ecumenismo porque, sem o limbo, católicos e membros de outras religiões competem em pé de igualdade por vagas nos mesmos lugares – céu, inferno e purgatório. Sim! No Concílio do Vaticano II, a Igreja admitiu que a salvação também pode ser alcançada pelos não-católicos!

Agora, a única voz a defender o limbo é o intelectual americano Harold Bloom. Em artigo no The New York Times, disse que havia marcado um encontro lá com um amigo, que prometera aguardar com uma garrafa de Brandy Fundador. Woow! Festinha no limbo? Tô dentro!

Mestre-estresse.


imagem retirada da pagina: 21 da revista Mundo Estranho edição: 50

A classe do canadense David Weale, professor de história do cristianismo na Universidade da Ilha de Prince Edward, estava abarrotada: nada menos que 95 alunos. Para transformar essa torcida do Flamengo em torcida do Vasco (rsrs), o mestre teve uma idéia: oferecer nota sete para quem quisesse abandonar as aulas.Acreditam que só vinte alunos aceitaram a barganha? Queria ver se fosse aqui no Brasil..
Mas a mamata terminou logo: a direção descobriu o esquema, o professor foi suspenso e todo mundo teve que voltar ao estudo!

Contando ninguém acredita, né?

domingo, 13 de janeiro de 2008

NADA!


'Fere de leve a frase...
E esquece... Nada
Convém que se repita...'
(Mário Quintana)
p.s.: Angelo me ajudou a pintar o desenho!
*nossa distração da tarde.
Tive que postar!
Ah! Não repare os fones ligados no vento. ^^

Audioslave.

‘Tom Morello, 38, tem razão ao defender que o Audioslave merece ser "julgado por seus próprios méritos", mas daí a dizer que Audioslave não é nem Rage Against the Machine nem Soundgarden já é um exagero.
A equação é a seguinte: [(Rage Against the Machine - Zack de La Rocha) + (Chris Cornell - Soundgarden)] x (Led Zeppelin + Black Sabbath) = Audioslave. Simples. ’

Oh! Brilhante conclusão de Diego Assis da Folha de São Paulo em 14/11/2002

Descobri a banda há pouco tempo, pra falar a verdade.. *vergonha
Através de quem? Clarice é claro!
Se o assunto é música, pode perguntar pra ela..

Mas voltando o assunto...

A banda de hard rock Audioslave nasceu de dois grupos que se desfizeram quanto estavam no auge do sucesso: Soundgarden e Rage Against the Machine. E acho que grande parte das características das duas bandas se mescla de forma harmoniosa na Audioslave..


'Ajude-me, eu não sei o que estou fazendo
Ajude-me antes que eu me destrua'
Daí é que eu digo que: Sim, é claro que a Audioslave deve ser julgada pelos seus próprio méritos! Mas de forma alguma se deve esquecer as influências notáveis dos grupos ‘fundadores’.

É só olhar, por exemplo, o álbum de 2002..
A sonoridade de grande parte do cd mostra traços nítidos do Rage Against the Machine.
Ah! Os solos inconfundivelmente esquisitos de "Evil Empire" (96) e "Battle of Los Angeles" (99), álbuns do RATM, também aparecem. Só que ainda MELHORES!

Sou obrigada a concordar com Diego..
Nem Rage Against the Machine nem Soundgarden se perderam. Só fizeram, JUNTOS, um dos melhores álbuns de rock do ano de 2002.

Chega de blá blá blá, né?
Que tal uma dose de Audioslave?